Reflexão
O que aprendi construindo meu primeiro Design System do zero
Sempre ouvi falar da importância de Design Systems. Sabia que isso traz consistência, eficiência e escalabilidade. Mas a real é que eu só entendi, de fato, o poder de um Design System quando precisei construir um, sozinho, do zero.
E não foi pra uma empresa gigante, com time de design, front, backend, product ops e todos os processos rodando. Foi pra minha realidade: uma agência de marketing, onde eu sou o designer, o responsável pelo site, pela manutenção, pelo UX, pelo UI e, agora, também pelo Design System.
O que começou como “só organizar umas cores e textos” virou uma jornada muito mais profunda:
→ Estruturar tokens, grids, tipografia, espaçamentos, componentes, padrões e até uma governança simples, pensada pra nossa rotina.
→ Estudar acessibilidade, contraste, boas práticas de layout responsivo e design escalável.
→ E, principalmente, entender que Design System não é só sobre botões bonitos. É sobre pensamento. Sobre criar uma base que te permite ganhar velocidade, consistência e qualidade em todo projeto que você encosta.
Não é um sistema perfeito. Ele não tem integração com código, nem tokens JSON automatizados. E tudo bem. Ele foi pensado exatamente pro meu contexto, pras ferramentas que eu uso, pros sites que eu entrego. E ele resolve meu problema hoje.
Sabe o que mais aprendi?
→ Que fazer um Design System te obriga a pensar como gente grande.
→ Que Design System não é coisa de empresa gigante — é uma questão de maturidade de processo, independente do tamanho do time.
→ E que, depois de fazer isso, nunca mais eu trabalho sem um.
Este artigo foi publicado originalmente em floriano.des.br
Se quiser trocar uma ideia sobre design, processos, UX, bora!
Floriano Silva,
UX Designer